1Q84, a trilogia de Murakami

Sim, estou de volta. Volto sempre. Fujo daqui, deste sítio que tanto gosto, simplesmente porque a vida acontece, porque por vezes não estamos de alma e coração (e cabeça) nas coisas. Então, paramos e quando nos parece certo recomeçamos.

E para recomeçar nada melhor do que falar do que gostamos. Falemos de livros.

Comecei o ano a ler a trilogia 1Q84, do japonês Haruki Murakami. Confesso que quando comprei o primeiro volume não sabia que se tratava de uma trilogia, não queria esse tipo de compromisso (risos) mas depois de acabar o livro queremos saber como termina a história.

ENJOY THE RIDE - 1Q84 2

Na sinopse do primeiro volume podemos ler: “O ano de 1984, como eu o conhecia, já não existe. Estamos em 1Q84. A atmosfera mudou, mudou a paisagem. Tenho de me adaptar quanto antes a este mundo-com-um-ponto-de-interrogação. Tal como acontece com os animais, quando os deixam em liberdade numa floresta desconhecida. Para minha salvaguarda, para continuar viva, devo aprender as regras deste lugar, o mais depressa possível, e adaptar-me a elas.”

No primeiro volume da trilogia, Murakami apresenta-nos as principais personagens da história, Aomame e Tengo e abre a narrativa para o universo 1Q84. Aomame, uma mulher de 30 anos professora de artes marciais num ginásio e assassina secreta (ou justiceira?) em part-time. Tengo, um professor de matemática aspirante a escritor que aceita a proposta de reescrever o romance “A Crisálida de Ar”, de Fuka Eri, uma adolescente que em menina fugiu de uma comuna, onde vivia com os pais, a Vanguarda.

ENJOY THE RIDE - 1Q84 1

Um dia, no meio de um engarrafamento numa auto-estrada, dentro de um táxi, enquanto o rádio toca Sinfonieta, Aomame, atrasada e com pressa decide sair e seguir a pé. Segue o concelho do taxista, desce umas escadas na berma da auto-estrada e entra no mundo paralelo de 1Q84, um mundo onde tudo parece igual, mas onde tudo é diferente.

A partir daqui o autor vai desenrolando a história, narrando os encontros e desencontros dos protagonistas, apresentando novas personagens e novos enredos.

Nova confissão, ainda não sei bem como me sinto relativamente a esta obra. Ainda não sei se gostei ou se não gostei. Gostei dos dois primeiros volumes, mas o último livro foi cansativo e repetitivo, não desenvolvendo a história e tendo um desfecho demasiado previsível. Ficaram perguntas por responder e no fundo a trilogia não passou de um longo romance, ou da perspectiva do mesmo.

A trilogia não é má, simplesmente não correspondeu ao que eu esperava da obra. Felizmente as opiniões dividem-se e há quem adore. Por isso, se estão curiosos com a obra, leiam, vale sempre a pena.

 

Enjoy.

😉

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